A cidade de Maputo enfrenta, nas últimas horas, uma escassez de combustível que está a impactar significativamente a rotina dos cidadãos e o funcionamento de diversos serviços.
Desde o início do dia, registam-se extensas filas em postos de abastecimento, com automobilistas a aguardarem por longos períodos na tentativa de adquirir gasolina ou gasóleo. Em várias zonas, há confirmação de postos sem qualquer stock, enquanto outros operam com fornecimento condicionado, aumentando a pressão sobre a rede disponível.
De acordo com informações partilhadas por entidades como o Ministério dos Recursos Minerais e Energia e a Autoridade Reguladora de Energia, o abastecimento de combustíveis no país depende de cadeias logísticas sensíveis, podendo sofrer perturbações associadas a atrasos no transporte, importação e distribuição interna.
O sector dos transportes já começa a ressentir os efeitos da situação. Operadores de transporte semi-colectivo estão a reduzir a circulação, dificultando a mobilidade de passageiros que dependem diariamente deste serviço para actividades profissionais e académicas.
Paralelamente, surgem relatos sobre a actuação do mercado informal, onde o combustível está a ser comercializado ilegalmente a preços inflacionados — prática que, segundo autoridades, constitui infração e pode ser alvo de sanções.
Até ao momento, não foi avançado um posicionamento oficial detalhado sobre as causas concretas da escassez nem um prazo para a normalização do fornecimento. No entanto, fontes governamentais indicam que esforços estão em curso para estabilizar a distribuição e minimizar os impactos.
Entretanto, cresce o clima de incerteza entre os residentes, num contexto económico já pressionado, enquanto se aguarda por esclarecimentos e medidas concretas por parte das autoridades competentes.
Fonte: TV Sucesso
