Vivemos numa época em que o tempo parece correr mais rápido do que os nossos próprios passos. Acordamos cedo, corremos para o trabalho, para a escola, para as responsabilidades, e quando percebemos… o dia já acabou.
Antigamente dizia-se que o tempo passava devagar. As pessoas conversavam mais à porta de casa, as crianças brincavam na rua até o sol se pôr, e as noites eram longas, cheias de histórias e risadas. Hoje, o relógio parece ter pressa. Tudo é urgente, tudo é imediato, tudo é “para agora”.
Curiosamente, quanto mais tecnologia temos para facilitar a vida, mais ocupados ficamos. Os telemóveis aproximam quem está longe, mas às vezes afastam quem está perto. As redes sociais mostram milhares de vidas, mas muitas vezes esquecemos de viver a nossa.
Talvez o problema não seja o tempo. O tempo continua a ter as mesmas 24 horas de sempre. O que mudou foi a forma como o usamos.
Por isso, a crónica de hoje deixa um pequeno convite:
pare por um momento. Respire fundo. Converse com alguém sem olhar para o telemóvel. Observe o céu, a rua, as pessoas.
Porque no final da vida, não vamos lembrar quantas mensagens respondemos ou quantos e-mails enviámos. Vamos lembrar dos momentos simples que realmente vivemos.
E talvez aí percebamos uma verdade silenciosa:
o tempo nunca correu rápido… nós é que esquecemos de caminhar com ele.
