Dívida pública externa de Moçambique regista redução no primeiro trimestre de 2026

Maputo — A dívida pública externa de Moçambique registou uma redução no primeiro trimestre de 2026, num contexto marcado pelos esforços do Governo para melhorar a gestão da carteira da dívida e garantir maior sustentabilidade das finanças públicas.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), a evolução reflecte, entre outros factores, o cumprimento regular das obrigações relacionadas com o serviço da dívida e medidas de gestão activa da carteira de financiamento do Estado.

O Executivo aponta ainda para a adopção de uma estratégia que privilegia a mobilização de recursos externos em condições concessionais, o reforço da arrecadação de receitas e o controlo da despesa pública como instrumentos para reduzir as pressões sobre as contas do Estado.

Apesar da redução registada na componente externa, o volume global da dívida pública continua a representar um dos principais desafios para a sustentabilidade das finanças públicas moçambicanas. A estratégia oficial para o período 2025–2029 estabelece, por isso, orientações para uma gestão mais prudente do endividamento e para a melhoria das condições de financiamento do país.

O Governo considera também que a retoma dos grandes projectos de investimento, incluindo o projecto de Gás Natural Liquefeito liderado pela TotalEnergies, poderá contribuir para reforçar as perspectivas económicas do país e melhorar a confiança dos investidores e parceiros internacionais.

A retirada de Moçambique da chamada Lista Cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) é igualmente apontada como um factor positivo para o ambiente de negócios, ao contribuir para o reforço da credibilidade do sistema financeiro nacional perante a comunidade internacional.

As autoridades defendem que a combinação entre uma gestão mais activa da dívida, maior disciplina orçamental, mobilização de financiamento concessional e recuperação do investimento poderá ajudar a fortalecer a estabilidade macroeconómica e criar condições para um crescimento sustentável.

Fonte: Ministério da Economia e Finanças (MEF) e Portal do Governo de Moçambique.

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