O músico moçambicano Stewart Sukuma, também Embaixador da Boa Vontade do UNICEF, defende uma transformação profunda e urgente da forma como as crianças e os jovens são preparados para o futuro.
Durante uma entrevista ao Podcast ONU News, o artista chamou atenção para os limites de um modelo de ensino demasiado concentrado na memorização e nos resultados escolares, num mundo marcado pela rápida evolução tecnológica, pelas alterações climáticas, pelos conflitos e por profundas mudanças sociais.
Para Sukuma, a escola precisa de ir além dos livros e das notas. A formação dos jovens deve incluir competências digitais, consciência ambiental, responsabilidade social, empatia, criatividade e valores humanos.
A ideia encontra eco nas próprias prioridades defendidas pelas Nações Unidas em Moçambique. O UNICEF considera essencial fortalecer a aprendizagem, desenvolver competências digitais, apoiar os professores e garantir que todas as crianças tenham acesso a uma educação de qualidade.
Em Moçambique, o desafio torna-se ainda maior diante das dificuldades enfrentadas por muitas escolas, incluindo falta de materiais, infraestruturas inadequadas e desigualdades no acesso à aprendizagem.
A mensagem de Stewart Sukuma coloca uma questão que merece reflexão: estamos a preparar os nossos filhos apenas para passar de classe ou para enfrentar o mundo que os espera?
Num século em que a tecnologia avança rapidamente, a educação também precisa de avançar — sem deixar para trás aquilo que nos torna humanos.
FONTE: ONU NEWS / CONTEXTO: ONU E UNICEF MOÇAMBIQUE

