EUA assinalam 25 anos dos atentados de 11 de Setembro

Nova Iorque/Washington — Os Estados Unidos assinalam esta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, o 25.º aniversário dos atentados terroristas de 2001, que provocaram a morte de 2.977 pessoas e marcaram profundamente a política de segurança norte-americana e internacional.

As cerimónias de homenagem decorrem nos principais locais atingidos naquele dia: o complexo do World Trade Center, em Nova Iorque; o Pentágono, na Virgínia; e o local onde o voo 93 da United Airlines caiu, perto de Shanksville, no estado da Pensilvânia.

No Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro, em Nova Iorque, está prevista uma cerimónia comemorativa privada a partir das 08h40 locais. O evento homenageia as vítimas dos ataques de 2001 e do atentado contra o World Trade Center de 1993.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participa nas homenagens nacionais relacionadas com o aniversário. A Casa Branca declarou oficialmente 11 de setembro de 2026 como Patriot Day, apelando à colocação da bandeira norte-americana a meia haste em memória das vítimas.

Quatro aviões sequestrados

Na manhã de 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por membros da organização terrorista Al-Qaida.

Dois aparelhos foram lançados contra as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque. Outro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O quarto avião, o voo 93, caiu numa área rural da Pensilvânia depois de passageiros e tripulantes tentarem recuperar o controlo da aeronave.

Os ataques deixaram 2.977 mortos, segundo a Casa Branca, sem contar com os 19 sequestradores. O atentado tornou-se um dos acontecimentos mais marcantes da história contemporânea dos Estados Unidos.

Um acontecimento que mudou a política mundial

O 11 de Setembro provocou profundas mudanças na política externa, na segurança e no combate ao terrorismo. Os Estados Unidos lançaram posteriormente uma ampla campanha internacional contra organizações terroristas, incluindo a intervenção militar no Afeganistão.

Os atentados também tiveram consequências para a NATO. A organização ativou, pela primeira e até agora única vez, o Artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte, segundo o qual um ataque armado contra um membro é considerado um ataque contra todos.

Em Bruxelas, a NATO realiza esta sexta-feira uma cerimónia junto ao Memorial do 11 de Setembro e do Artigo 5.º, na sede da Aliança. O programa inclui discursos de homenagem, colocação de uma coroa de flores e um minuto de silêncio às 14h46, hora correspondente ao momento do primeiro impacto no World Trade Center.

“Nunca esquecer”

Vinte e cinco anos depois, as cerimónias procuram preservar a memória das vítimas, dos sobreviventes, dos bombeiros, polícias, socorristas e demais profissionais que participaram nas operações de emergência.

O Memorial do 11 de Setembro continua a realizar programas destinados a recordar as vítimas e a transmitir às novas gerações o significado histórico dos ataques.

A Casa Branca afirma que a passagem de um quarto de século não deve apagar a memória daquele dia e que o país continuará a homenagear as 2.977 pessoas que perderam a vida nos atentados.

25 anos depois, o 11 de Setembro continua a ser lembrado como um acontecimento que transformou os Estados Unidos e deixou consequências duradouras na segurança internacional.

Fontes: Casa Branca dos EUA, National September 11 Memorial & Museum, e NATO.

Author: E_Lito

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