O surto de Ébola provocado pela variante Bundibugyo continua a agravar-se na República Democrática do Congo (RDC). De acordo com dados actualizados do Ministério da Saúde congolês e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país já contabiliza 1.561 casos confirmados da doença e 506 mortes, tornando este o maior surto já registado desta estirpe do vírus.
A epidemia permanece concentrada principalmente na província de Ituri, mas também afecta áreas das províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul. As autoridades sanitárias alertam que a transmissão continua activa, impulsionada pela elevada mobilidade da população, pela insegurança em algumas regiões e pelas limitações do sistema de saúde.
O impacto da doença já ultrapassou as fronteiras congolesas. O Uganda confirmou casos importados e de transmissão secundária ligados ao surto na RDC, levando os dois países, com o apoio da OMS e de parceiros internacionais, a reforçarem as medidas de vigilância epidemiológica e de resposta nas zonas fronteiriças.
A OMS recorda que a variante Bundibugyo do vírus Ébola ainda não dispõe de uma vacina aprovada nem de um tratamento específico com eficácia comprovada. Para responder à emergência, foram iniciados ensaios clínicos destinados a avaliar dois tratamentos experimentais, numa tentativa de identificar uma terapia eficaz que possa reduzir a mortalidade e ajudar a controlar a propagação da doença.
Enquanto isso, equipas médicas continuam a intensificar o rastreamento de contactos, a vigilância comunitária, o isolamento de casos e as campanhas de sensibilização, numa corrida contra o tempo para conter um dos surtos de Ébola mais desafiantes dos últimos anos.
Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde da República Democrática do Congo (MISAU).

