Desde os tempos de zotho, banana e outras brincadeiras tradicionais antes da era moderna havia respeito aos mais velhos e havia muita paz nos lares. Contavamos histórias e mitos na fogueira, comiamos frangos com xima, por vezes arroz a nossa maneira. Os tios e os madalas numas cervejinhas e nós pequenotes nuns sumos básicos os ‘juice cola e tal’, por vezes refrescos para matar aquela sede. Tempos livres como animava juro.
Tempos que os chapeiros faturavam para valer nos carregando de um lado ao outro, e havia pontualidade tipo comboio quando um cidadão atrasava ao chegar a estação. E tinha muitos chapas em filas a espera de passageiros (trabalhadores e estudantes) para os transportar para o destino (Casa-Museu, Casa-Baixa, Casa-Xipamanine), por aí vai. E os vovôs nos contavam histórias para dormir em casa.
Televisão, era em casa do vizinho na hora da noite e quando acabava novela então era cada qual na sua casa para dormir. E nos tempos de festas, era todo mundo na rua e amanhecia na rua e a como animava.
E hoje era para reflectirmos, contar histórias para os nossos filhos, sobrinhos e até netos, mas o que vemos agora, faltas de respeito, calúnias e diflamações aos mais velhos. Mais velhos sem juízo cometendo pedofias, muito triste. E o conselho que davam aos mais novos guardaram na gaveta? Ham ok, entendi os celulares os touches estragaram os nossos filhos através dos ditos conselheiros virtuais. Melhor pensarmos muito bem sobre o que queremos fazer daqui a tantos anos ficaremos velhos sem legados e princípios frustrados.
Meninos da modernidade, não sejam manipulados por indivíduos que só pensam neles mesmos, ou egoístas para sairem para as ditas curtições, dê ouvidos aos vossos mais velhos que tiveram legados, não destruam museus por causa da ganância alheia.
Pensem nisso.

